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Senti em meu coração de compartilhar algo sobre o livro de Malaquias com vocês.

Mas antes de lermos e meditarmos em alguns trechos, vamos localizar o período em que esse livro foi escrito.

Malaquias foi o último dos profetas do velho testamento. Depois de sua profecia, Deus calou-se por quatrocentos anos até anunciar o nascimento de Jesus Cristo.

Malaquias exerceu seu ministério, muito provavelmente, no tempo de Esdras e Neemias.

Nesse período, o povo de Deus estava voltando do exílio e reconstruindo as ruínas de suas cidades. Além disso, haviam perdido completamente o sentido de adoração ao Senhor, pois acabaram se envolvendo muito com os povos estrangeiros.

A reconstrução dos muros de Jerusalém, na verdade, refletiam no mundo exterior o que Deus estava fazendo no coração do povo Dele: reconstruindo um relacionamento de honra, respeito, temor e amor com seu povo.

Desse modo, o Senhor preparava o seu povo para a chegada do Messias. Vemos isso nitidamente no versículo 2 do capítulo 4 de Malaquias e pelo transcorrer da história: “Mas para vós, que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, trazendo salvação debaixo de suas asas. E saireis, e saltareis como bezerros libertos da estrebaria.

Olhando para nós, nos dias de hoje, podemos dizer que não estamos tão distantes da situação do povo de Israel nos tempos de Malaquias.

Estamos tão envoltos com nossos compromissos que acabamos por destronar o Senhor de nossas vidas. Hoje, para nos mantermos empregados e obtermos o nosso sustento, a nossa sociedade exige de nós tanto preparo e dedicação ao trabalho, como atualização e expansão de conhecimento constantes e disponibilidade de tempo quase que integral para atender as demandas do trabalho, que estamos sempre muito cansados para a obra do Senhor.

A rapidez dos meios de comunicação e a facilidade que nos traz a internet tornam o cultuar a Deus e os momentos de oração e silêncio com Ele em nossos quartos extremamente enfadonhos.

Uma vigília, uma reunião de oração, a Escola Dominical, os cultos ao Senhor são encarados por nós como “mais um compromisso” e não mais um momento singular e especial para estarmos na presença do grande “Eu sou”.

Aliás, “Grande Eu Sou”... quem é Ele? Que sentido essa expressão tem em nossos corações?

Nossos lábios louvam ao Senhor, mas nossos corações estão cheios de outras prioridades, muito longe Dele.

Fazemos isso porque somos realmente pressionados pelo sistema desse mundo, dominado completamente por Mamon. E temos que admitir que estamos perdendo a batalha. Assim como os discípulos não puderam suportar a espera por Jesus, quando Ele orava no Getsemani, e dormiram. Sim, a porta que conduz à salvação é estreita... daqui até a volta de Jesus será uma batalha cada vez mais ferrenha e apenas àquele que vencer será dado: comer da árvore da vida, não sofrer o dano da segunda morte, ganhar o maná escondido e um novo nome,  ter autoridade sobre as nações, receber a estrela da manhã, ter vestes brancas e ter o nome confessado por Jesus diante do Pai e dos anjos, ser coluna do templo de Deus, receber o novo nome de Jesus e assentar-se com Ele no seu trono.

Jesus nos diz: Eis que cedo venho! A minha recompensa está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra. (Apocalipse 22:12)

Vamos a Malaquias:

1: 6-14 e 2: 1-9.

O Messias está voltando... prepare o caminho do Senhor!

Christiane Liasch Martins de Sa Araújo

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